Mensagem do Presidente - Abril 2011


Coelga

Ao fim de seis anos, de forma abrupta, encerrou-se um ciclo de governação, com o pedido de demissão do Primeiro Ministro, Eng.º José Sócrates.


Pelo caminho ficaram diversos projectos e propostas apresentadas ao Ministério da Saúde, dos quais se destaca a revisão da actual carreira.


Ao longo destes anos, sempre fomos informando os colegas sobre o evoluir dos processos, procurando-se a objectividade e seriedade da informação.


O empenho da Direcção Nacional do SCTS, seja nas intervenções individuais, seja conjuntamente com o Sindite, foi total. Lamentavelmente sem resultados.


Procuramos com as nossas propostas corresponder aos mais legítimos anseios dos colegas, bem como contribuir para a modernização dos conceitos e enquadramentos dos técnicos superiores de saúde, nos quais nos integramos por direito próprio.


Um direito assente em competências e qualificações internacionalmente indiscutíveis. Competências e qualificações resultantes de processos formativos de referência mundial. Competências e qualificações que não resultaram de um qualquer processo administrativo, como ainda recentemente verificamos com o "frete" no acesso ao grau de especialista da carreira dos T.S.S.


Como sempre fizemos e faremos com qualquer Governo ou conjuntura politica, mesmo que adversa, não baixaremos os braços, pois, estamos seguros da força das nossas razões. Pena é que, os responsáveis do Ministério da Saúde não o tenham entendido em tempo oportuno.


E, afirmo o tempo oportuno porque, as nossas razões, a força das nossas razões, tinham, finalmente, chegado ao Primeiro Ministro, determinando a reconstituição das condições necessárias à retoma da negociação.


Contudo, a história "atropelou-nos" com a demissão do Primeiro Ministro e toda a turbulência política que se seguiu.


Aguardaremos serenamente o resultado das eleições legislativas de 5 de Junho, na certeza de que qualquer que seja a composição e latitude do próximo Governo, não partiremos do zero.


As nossas propostas e projectos manterão a sua essência. O combate contra a discriminação de que temos sido alvo, será uma bandeira que não baixaremos em circunstância alguma, qualquer que seja a dimensão da crise com que nos queiram acenar, para justificar o injustificável.


Enquanto Técnicos Superiores a quem tem sido negado o correspondente estatuto profissional, em nenhum momento nos deixaremos dominar pelo desânimo.


Esta é a nossa aposta e o desafio que fazemos a todos os colegas. Desistir nunca, pois, a força da razão, mais cedo ou mais tarde, sobrepõe-se à razão da força.

Conto convosco


Almerindo Rego